Senciência

4 de novembro de 2009

Paixão e razão na pesquisa científica

Filed under: Uncategorized — Osame Kinouchi @ 9:22

 

Einstein

Few people are capable of expressing with equanimity opinions which differ from the prejudices of their social environment. Most people are even incapable of forming such opinions.

 

 

Osame disse:

Como eu já discorri longamente em postagens anteriores, a posição cética padrão é boa filosofia para ´ceticos e filósofos, mas não é um bom conselho para jovens cientistas: todo cientista tem que “acreditar” em suas idéias – no sentido de gastar tempo e esforço com elas, não exatamente no sentido de crença filosófica. E isso deve acontecer mesmo se as evidências não forem suficientes (ainda). Obter essas evidências (a seu favor ou a favor de sua escola de pensamento) e derrotar as evidências contrárias das hipóteses ou teorias concorrentes é o trabalho do dia a dia do cientista. Mas para isso é preciso muita perseverança, muita fé e crença, mais emocional do que intelectual, em suas idéias…

Luciana disse:
Acho que muita fé e crença mais emocional que intelectual deve atrapalhar o cientista, pq quando vc tem uma crença sua atenção seletiva faz vc perceber somente aquilo que confirma sua crença, se vc não dá importância as críticas e as evidencias contrárias a teoria vc não consegue defendê-la com propriedade.

Estou dizendo isso com base na terapia cognitiva de Aron Beck que diz que as pessoas tem crenças centrais, intermediárias e pensamentos automáticos. As crenças intermediárias e os pensamentos automáticos são derivados da crença central que pode ser funcional ou disfuncional e elas dizem respeito ao que vc pensa sobre si mesmo, os outros e mundo e o futuro.

 

Se vc tem a crença central que é incompetente vc supervaloriza uma derrota e atribui as vitórias, por exemplo, a sorte. E ao avaliar as situações do dia dia vc tende a confirmar a sua crença e a não perceber tudo o que a refuta. Acho que toda crença provoca esse tipo de cegueira então um cientista não deve crer, deve ser aberto o suficiente para abrir mão do que defendia anteriormente se aparecer uma proposta melhor, então acho que um cientista não acredita absolutamente em uma teoria ou escola de pensamento ele apenas a acha mais provável e na realidade está em constante estado de dúvida (não a certeza que é a crença, a fé). Mas tb não acho que exista uma pessoa completamente descreste, só se ela fosse criada em ambiente não cultural.

Réplica do Osame:

Lu, me dê algum exemplo histórico de cientista “mente aberta”, “imparcial” e “sem preconceitos teóricos” que tenha feito algo cientificamente criativo. Toda a evidência teórica e empírica (histórica e sociológica) mostrada em “A Estrutura das Revoluções Científicas” de Thomas Kuhn, “Contra o Método” de Feyabend, “A Imaginação Científica” de Horton etc, e o trabalho dos historiadores profissionais de ciência contradizem a visão empiricista ingênua de Sagan, Asimov, Dawkins e blogueiros de ciência muito novinhos. Popper está morto, e Popper sabia disso antes de morrer!

Eu cito os meus exemplos:

Einstein quotes: 

Then I would have felt sorry for the dear Lord. The theory is correct.  As quoted in Reality and Scientific Truth : Discussions with Einstein, von Laue, and Planck (1980) by Ilse Rosenthal-Schneider, p. 74 When asked by a student what he would have done if Sir Arthur Eddington‘s famous 1919 gravitational lensing experiment, which confirmed relativity, had instead disproved it.

The state of mind which enables a man to do work of this kind [science] is akin to that of the religious worshiper or the lover; the daily effort comes from no deliberate intention or program, but straight from the heart.  (cade a frieza racional e imparcial aqui?)

I have found no better expression than “religious” for confidence in the rational nature of reality, insofar as it is accessible to human reason. Whenever this feeling is absent, science degenerates into uninspired empiricism. Letter to Maurice Solovine, (1 January 1951) [Einstein Archive 21-174]; published in Letters to Solovine (1993)

Plank quotes:

A new scientific truth does not triumph by convincing opponents and making them see the light, but rather because its opponents eventually die, and a new generation grows up that is familiar with it. ~Max Planck, A Scientific Autobiography and Other Papers, 1949
As famosas frases de Feynman defendendo a precedência do experimento sobre a teoria, em um Popperismo ingênuo (que o próprio Popper rejeitou depois dos trabalhos de Inre Lakatos), devem ser entendidos num contexto de retórica, do lado bufão de Feynman. Ele não era historiador da ciência, e pedir para um cientista descrever a natureza da ciência é equivalente a pedir a um pianista descrever a natureza da música.

Quem está com a mão na massa do fazer científico não tem tempo de refletir sobre como exatamente ele faz isso, como é a verdadeira sociologia ou história da ciência. Como Feynman mesmo disse: a opinião de um especialista em um assunto fora da sua especialidade não difere da de um leigo. Feynman era um leigo em filosofia e história da ciência.
A frase “Não faço hipóteses!” de Newton deve ser interpretada no contexto em que diversos cientistas pediam a ele para explicar a natureza ou causa ultima da gravidade. Na época, diversos modelos foram propostos de um eter gravitacional ou algo do tipo que poderia transmitir a força da gravidade, mas todos esses modelos mecânicos tinham problemas. Daí Newton se eximiu de ficar discutindo essas especulações, assumiu que a sua lei da gravitação descrevia uma força a distância de natureza íntima desconhecida.

Talvez isso tenha sido uma boa tática no momento, mas estrategicamente não foi bom, porque a idéia de uma força a distância instantânea realmente não parece ser física. Talvez Newton, se tivesse tido mais paciência, pudesse ter formulado a gravitação em termos de um campo gravitacional com velocidade finita de interação (afinal ele sabia que a luz tinha velocidade finita, então pra que postular que a velocidade da gravitação é infinita?).

Acho que Newton emitiu essa frase quando já era velho e não fazia mais física. Lembremos que ele parou de fazer física por volta dos 40 anos de idade, após uma depressão profunda produzida pelo fato de que seu amante, o matemático Fatio, foi embora para a Suiça.

Referências:

Da Wikipedia:

Newton’s postulate of an invisible force able to act over vast distances led to him being criticised for introducing “occult agencies” into science.[40] [ou seja, os “céticos” da época ficaram enchebdo o saco de Newton!] Later, in the second edition of the Principia (1713), Newton firmly rejected such criticisms in a concluding General Scholium, writing that it was enough that the phenomena implied a gravitational attraction, as they did; but they did not so far indicate its cause, and it was both unnecessary and improper to frame hypotheses of things that were not implied by the phenomena. (Here Newton used what became his famous expression Hypotheses non fingo).
With the Principia, Newton became internationally recognised.[41] He acquired a circle of admirers, including the Swiss-born mathematician Nicolas Fatio de Duillier, with whom he formed an intense relationship that lasted until 1693, when it abruptly ended, at the same time that Newton suffered a nervous breakdown.[42]

Da Wikipedia:

Soon after publishing the special theory of relativity in 1905, Einstein started thinking about how to incorporate gravity into his new relativistic framework. In 1907, beginning with a simple thought experiment involving an observer in free fall, he embarked on what would be an eight-year search for a relativistic theory of gravity. After numerous detours and false starts, his work culminated in the November, 1915 presentation to the Prussian Academy of Science of what are now known as the Einstein field equations. These equations specify how the geometry of space and time is influenced by whatever matter is present, and form the core of Einstein’s general theory of relativity.[1]

The Einstein field equations are nonlinear and very difficult to solve. Einstein used approximation methods in working out initial predictions of the theory. But as early as 1916, the astrophysicist Karl Schwarzschild found the first non-trivial exact solution to the Einstein field equations, the so-called Schwarzschild metric. This solution laid the groundwork for the description of the final stages of gravitational collapse, and the objects known today as black holes. In the same year, the first steps towards generalizing Schwarzschild’s solution to electrically charged objects were taken, which eventually resulted in the Reissner-Nordström solution, now associated with charged black holes.[2] In 1917, Einstein applied his theory to the universe as a whole, initiating the field of relativistic cosmology. In line with contemporary thinking, he assumed a static universe, adding a new parameter to his original field equations—the cosmological constant—to reproduce that “observation”.[3]

By 1929, however, the work of Hubble and others had shown that our universe is expanding. This is readily described by the expanding cosmological solutions found by Friedmann in 1922, which do not require a cosmological constant. Lemaître used these solutions to formulate the earliest version of the big bang models, in which our universe has evolved from an extremely hot and dense earlier state.[4] Einstein later declared the cosmological constant the biggest blunder of his life.[5]

During that period, general relativity remained something of a curiosity among physical theories. It was clearly superior to Newtonian gravity, being consistent with special relativity and accounting for several effects unexplained by the Newtonian theory. Einstein himself had shown in 1915 how his theory explained the anomalous perihelion advance of the planet Mercury without any arbitrary parameters (“fudge factors”).[6] Similarly, a 1919 expedition led by Eddington confirmed general relativity’s prediction for the deflection of starlight by the Sun,[7] making Einstein instantly famous.[8]

Yet the theory entered the mainstream of theoretical physics and astrophysics only with the developments between approximately 1960 and 1975, now known as the Golden age of general relativity. [Porque a RG entrou tão tarde no mainstream da Física? Porq causa da visão empirista boba de americanos e ingleses. Apenas na década de 60 é que as evidências empiricas decisivas a favor da RG foram obtidas – as observações de Eddington de 1919 estavam muto contaminadas por ruído e não eram na verdade confirmações “fora de qualquer dúvida razoável”. Afinal, não é verdade que a teoria de Newton não prediz o gravitacional lensing, ela apenas o prediz com uma diferença de um fator 2 em relação à Relatividade Geral, e as chapas de Eddington, na verdade, não eliminavam completamente essa possivbilidade.

A aclamação de Eistein como um novo Newton em 1922 foi mais um evento sociológico – um inglês confirmando a teoria de um alemão justo depois da guerra de 1914-1918 era uma celebração de paz e concordia promovida pela ciência. tanto é que Einstein não ganha o Nobel por causa da teoria da relatividade mas sim pelo efeito fotoelétrico.

Mesmo alguns cientistas eram céticos em relação à  relatividade restrita ainda na década de 30, quando Morley repetiu seus experimentos (acho que Michelson já tinha morrido) e encontrou “evidências empíricas de um vento do éter”. Mas tarde se mostrou que tais “evidências empíricas” estavam contaminadas por ruído (erros experimentais).

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7 Comentários »

  1. Então devemos nos agarrar ao máximo nas nossas hipóteses a priori?
    Não há dúvida que há crença em um cientista. Talvez religião, ciencia e filosofia acabem usando mesmos mecanismos cerebrais, por isso esta interação e muitas vezes impossibilidade de convivência.

    Mas defender a defesa irrestrita é exagero. O cientista tem q ter suas crenças mas deve ser o indivíduo mais disposto a mudar seus conceitos. E por mais que não possamos efetivamente fazer isto, a imagem de um cientista ideal deveria ser esta. Um ideal inatingivel mas sempre no horizonte.

    E usar exemplos que estavam “certos” pode enganar. Quantos cientistas se agarraram a teorias erradas e justamente por estarem errados nao ficaram tao famosos? Não tenho um exemplo agora, mas não é dificil imaginar q existam vários. E quais são mais numerosos: ideologicamente crentes certos, crentes errados? céticos certos ou céticos errados?
    E talvez certo e errado sejam os termos errados. O melhor seria falar em desempenho científico, seja lá como se meça isso.

    Resumindo Osame, você fala da realidade mesmo. Não há dúvida e concordo que a prática é de crenças nos guiando e brigando com os contrários. Mas acho q o ideal ao qual devemos mirar é sempre um ceticismo aberto.

    Comentário por Rafael_RNAm — 4 de novembro de 2009 @ 11:06 | Responder

  2. Rafael,

    Quem tem que ser objetiva e isenta é a comunidade de pesquisadores, nao o pesquisador individual. A atividade cientifica é um embate adversarial, um tribunal onde sao apresentadas as evidencias.

    O cientista é o advogado de suas ideias. Defender ardorosamente suas ideias, e com convicção, não é fraudar dados ou coisa parecida. É usar todo o seu poder de convencimento e criatividade cientifica para desscobrir evidencias a favor de duas posições e evidencias contrarias à posição do adversario.

    O Conhecimento Objetivo da Ciencia surge como um resultado do processamento coletivo da informação, como a avaliação coletiva, consensual, da comunidade cientifica. Se o cientista acredita ou deixa de acreditar em suas ideias depois que a comunidade deu um veredito, é imaterial, nao faz diferença.

    Mas faz diferença para a persistencia cientifica. Se não fosse a teimosia de Einsgtein frente à Mecanica Quantica, nao teriamos o paper de EPR nem a compreensao do fenomeno do emaranhamento que temos hoje.

    Se nao fosse a teimosia de Hoyle, a teoria do Bi Bang teria tido uma vida mais facil, mas talvez as evidencias demorassem mais para se solidificar. Se vc nao tem adversarios e polemica cientica, nao vale a pena pesquisar a fundo, fastar a sua vida nisso.

    Ainda hoje certos astrofisicos acreditam no Estato Estacionario contra o Big Bang (são como os Criacionistas…). Não faz mal. Eles estão gerando novas ideias, novas hipoteses. Quem sabe, com as ideias de Multiverso, a visão de um Multiverso de Estado Estacionario se torne dominante e a teoria do Big Bang se demonstre como apenas uma teoria limitada e local, valida apenas para este nosso pequeno universo…

    Comentário por Osame Kinouchi — 4 de novembro de 2009 @ 14:08 | Responder

  3. “Lu, me dê algum exemplo histórico de cientista “mente aberta”, “imparcial” e “sem preconceitos teóricos” que tenha feito algo cientificamente criativo.”

    Não disse que acreditava em total imparcialidade, objetividade e tal, não modifica o que eu falei. VC vai de um extremo a outro. A imparcialidade total é impossível somos modificados o tempo todo pelo meio (o livro que eu li lembra?), mas defender uma escola de pensamento como se fosse a verdade absoluta é tão ingênuo quanto crer que é possível ser imparcial. As escolas de pensamentos tem pressupostos teóricos e Thomas Kuhn escreveu que ciência atinge o estado paradigmático não porque as outras escolas de pensamento eram menos científicas, mas pq chegou-se a um consenso, depois ele vai falar de ciências que atingiram o estado paradigmático e depois ficam divididas em dois ou mais paradigmas.Kuhn tb escreveu que um paradigma fornece perguntas e respostas durante um período de tempo, quando novos perguntas (dúvidas) surgem para além das possibilidades desse paradigma ocorrem as revoluções científicas, então o que eu vejo é sempre o questionamento, a dúvida movendo a ciência e não a fé dogmática.

    Comentário por Luciana — 4 de novembro de 2009 @ 18:38 | Responder

  4. Hoje em minha faculdade em um debate com professores de várias linhas teóricas e uma professora novata disse que estava com a verdade (indicou o livro Ponto de Mutação tb), o que provocou bastante desconforto, depois ela consertou e tal, mas outra professora disse assim
    “se for para acreditar que está com a verdade que pelo menos seja em uma verdade que te prometa paraíso eterno.” Depois outro professor psicanalista disse que o inconsciente para ele era uma hipótese e o incomodava muito os que defendiam como a verdade.

    Escrevi um texto sobre motivação e criatividade que é bem diferente da crença, da fé veja:

    “personalidade criativa pode ser caracterizada pela abertura a novidades, informalidade do pensamento, disposição a assumir riscos, gosto pela complexidade e extrema motivação intrínseca. E Criatividade “é o processo de produzir alguma coisa que é ao mesmo tempo original e de valor” (Sternberg)

    Frank Barron estudou as características da personalidade de pessoas criativas e verificou que elas procuram novas maneiras de olhar um mesmo fenômeno, possuem uma peculiar informalidade de pensamentos o que as fazem realizar conexões consideradas estranhas entre os mesmos, gostam de procurar padrões e o significados das coisas, gostam de desafios e assumem riscos, além de possuírem extrema motivação intrínseca.

    http://ser-psico.blogspot.com/2009/07/personalidade-criativa.html

    Procurar novas maneiras de olhar um mesmo fenômeno é ter flexibilidade cognitiva, novamente o contrário da crença que é ver sempre do mesmo modo, de acordo com a crença.

    Os cientistas que que defenderam suas hipóteses com persistência em busca de evidências são altamente criativos e não crentes, tinham disposição para assumir riscos e não desconsideram as críticas, muitas vezes é respondendo a críticas com pesquisas que o cientista desenvolve sua teoria, as críticas não abalam sua motivação ao muito pelo contrário.

    Comentário por Luciana — 4 de novembro de 2009 @ 19:40 | Responder

    • Lu, eu não disse que você deve ignorar as criticas. Eu disse que você deve trabalhar duro para responder às criticas. Mas se vc não acredita em suas ideias, em vez de trabalhar duro, vc vai apenas ceder na primeira dificuldade, vai aceitar a critica prematuramente e abandonar suas ideias que talvez não tivessem evidencias a favor naquele momento mas teriam depois do trabalho arduo científico. Ou seja, persistencia = teimosia = fé. Mas saber a hora de mudar de idéia é outra qualidade, também necessária ao cientista criativo. Mas se essa facilidade de mudar de idéia enfraquecer a sua capacidade de persistencia, de trabalho focado, de perseguir uma visão (como dizia Einstein), então você não tem mente aberta, vc tem uma mente frouxa, tipo Maria vai com as (criticas das) outras. É isso!

      Comentário por Osame Kinouchi — 4 de novembro de 2009 @ 20:06 | Responder

  5. Ok, vamos chegar em um consenso, então vc concorda que essa “fé” do cientista não é igual a fé religiosa e que essa “crença” entre aspas pq não deve ser dogmática apesar de claro envolver fatores emocionais.

    Comentário por Luciana — 4 de novembro de 2009 @ 22:01 | Responder

    • Luciana, vc poderia explicar melhor o seu comentário? No que vc acha que está a maior diferença entre a fé em certos postulados científicos e a fé religiosa? Não são ambos exemplos, basicamente, de ideologias ou filosofias?

      Pouquissimas crenças religiosas são “dogmáticas”, basta estudar um pouco a história das religioes. Na verdade, os paradigmas religiosos (assim como os artisticos, filosoficos, morais e estéticos) mudam mais rapidamente do que os paradigmas cientificos (a inercia da ciencia é maior: é isso o que aprendi de Thomas Kuhn!).

      Por exemplo, apenas dentro do cristianismo, o século XX deve ter assistido uma sucessão ou criação de dez paradigmas em teologia (Bultmann, teologia existencialista, teologia da libertaçao, teologia fundamentalista, teologia da prosperidade ou neocalvinismo, teologia feminista, teologia negra etc). Entre elas não existe nenhum dogma em comum (nem mesmo a existencia concreta de Deus enquanto inteligencia cósmica pessoal é um dogma nessas teologias). Logo, nao entendo o que vc quer dizer com “crença dogmática”. Me explique, por favor…

      Comentário por Osame Kinouchi — 11 de novembro de 2009 @ 20:14 | Responder


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